Durante muito tempo, a segurança de software foi tratada como um problema exclusivo de grandes corporações, bancos ou empresas de tecnologia com milhões de usuários. Para muitas PMEs, investir em segurança parecia caro, complexo ou desnecessário, até o primeiro incidente acontecer.
Na prática, ataques digitais raramente começam pelos sistemas mais sofisticados. Eles exploram aplicações simples, novas ou mal protegidas, justamente aquelas criadas sem uma estratégia mínima de segurança digital e proteção de dados desde o início.
Neste artigo, vamos analisar os principais riscos de segurança de software enfrentados por pequenas e médias empresas, explicar suas causas técnicas e mostrar como mitigá-los de forma pragmática, sustentável e compatível com orçamentos enxutos, inclusive em projetos desenvolvidos com apoio de IA. Boa leitura!
Segurança não é um recurso adicional que pode ser incluído após o sistema estar no ar. Tecnicamente, ela faz parte da arquitetura, do modelo de dados, dos fluxos de autenticação e das decisões mais básicas de design de software. Quando ignorada no início, seu custo de correção cresce exponencialmente.
Do ponto de vista histórico, grande parte das brechas conhecidas hoje — como falhas de autenticação, exposição indevida de dados e injeções de código — surgiram justamente em aplicações criadas com foco exclusivo em velocidade de entrega. O famoso trade-off entre time to market e segurança quase sempre termina mal quando não há equilíbrio.
Para PMEs, os impactos de um incidente de segurança digital são ainda mais severos, afinal, elas são alvos. O relatório Report on the State of IT dor Small and Medium-Sized Business aponta que mais de 40% dos crimes digitais atingem empresas de menor porte.
Além do prejuízo financeiro direto, há perda de confiança, interrupção do negócio e riscos legais relacionados à proteção de dados, especialmente sob legislações como a LGPD. Prevenir, portanto, é não apenas mais barato, mas estrategicamente essencial.
Um dos riscos mais comuns de segurança de software em PMEs está na forma como usuários acessam o sistema. Senhas fracas, ausência de autenticação multifator e sessões mal gerenciadas abrem portas para acessos indevidos, sequestro de contas e escalonamento de privilégios.
Do ponto de vista técnico, a autenticação é o primeiro perímetro de defesa. Quando mal implementada, todo o restante da arquitetura fica vulnerável, independentemente da qualidade do código. Muitos ataques bem-sucedidos começam com credenciais comprometidas, não com exploits sofisticados.
A mitigação passa por autenticação forte, uso de hashing adequado de senhas, controle de sessões, expiração de tokens e, sempre que possível, autenticação em dois fatores. Essas práticas elevam significativamente o nível de segurança digital sem exigir grandes investimentos.

Outro risco crítico está no armazenamento e no tráfego de dados pessoais ou financeiros sem proteção adequada. Afinal, dados salvos em texto puro ou transmitidos sem criptografia violam princípios básicos de proteção de dados e facilitam vazamentos.
Historicamente, muitos vazamentos não ocorrem por invasões complexas, mas por backups expostos, logs mal configurados ou bancos de dados acessíveis sem autenticação. Esses erros são comuns em sistemas pequenos, criados sem governança técnica.
A mitigação envolve criptografia em repouso e em trânsito, uso de tokens, mascaramento e anonimização de dados sensíveis. Essas medidas devem ser parte estrutural do projeto, não remendos posteriores.
Permitir que usuários acessem mais dados ou funcionalidades do que deveriam é uma falha clássica de segurança de software. Esse problema surge quando não há um modelo claro de papéis e responsabilidades dentro da aplicação.
Do ponto de vista arquitetural, a ausência de controle de permissões compromete o princípio do menor privilégio, amplamente adotado em padrões de segurança digital. Isso aumenta o impacto de erros humanos e ataques internos.
A mitigação passa pela implementação de RBAC (Role-Based Access Control), definição clara de perfis de usuário e validações consistentes no backend. É uma prática simples, mas frequentemente negligenciada em PMEs.
Grande parte do software moderno é construído sobre bibliotecas de terceiros. Embora isso acelere o desenvolvimento, também introduz riscos relevantes de segurança de software quando dependências vulneráveis são utilizadas.
Casos históricos mostram que falhas conhecidas em bibliotecas amplamente usadas podem permanecer exploráveis por meses em sistemas que não fazem revisão de dependências. PMEs são alvos fáceis nesse cenário.
A mitigação envolve práticas de SCA (Software Composition Analysis), atualização contínua de pacotes e revisão periódica da cadeia de dependências. É um controle essencial para manter a segurança digital ao longo do tempo.
Injeções de SQL, XSS e outros ataques baseados em entrada mal validada continuam entre os problemas mais recorrentes de segurança de software. Eles exploram a confiança excessiva nos dados fornecidos pelo usuário.
Essas vulnerabilidades existem há décadas, mas ainda aparecem em sistemas novos, especialmente quando há pressão por velocidade e pouco rigor técnico. São falhas simples, porém com alto potencial de impacto.
A mitigação exige validação rigorosa no backend, sanitização de entradas, uso de ORM e práticas seguras de codificação. São medidas básicas, mas fundamentais para garantir proteção de dados.
A ausência de backups confiáveis transforma qualquer incidente em um desastre. Em termos de segurança digital, não se trata apenas de ataques, mas também de falhas humanas e erros operacionais.
Historicamente, muitas empresas encerraram operações após perda total de dados, mesmo sem terem sido atacadas. A falta de backups testados é um risco silencioso.
A mitigação passa por backups automatizados, criptografados, armazenados em ambientes separados e testados periodicamente. Backup é parte essencial da estratégia de segurança de software.
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Sem logs e monitoramento, ataques podem ocorrer sem que ninguém perceba. Esse é um dos riscos mais perigosos para PMEs, pois reduz drasticamente a capacidade de resposta.
Do ponto de vista técnico, observabilidade básica permite detectar padrões anômalos, falhas de autenticação e acessos indevidos. Sem isso, a segurança digital fica cega.
A mitigação desse problema envolve logs seguros, alertas e métricas mínimas de observabilidade. Não é necessário um SOC completo, mas sim visibilidade adequada.
Na Lughy, a segurança de software é tratada como parte estrutural do desenvolvimento, desde o planejamento técnico até a entrega. Isso inclui arquitetura segura, revisão criteriosa de código e aplicação de padrões reconhecidos pelo mercado, como OWASP.
Mesmo em projetos acelerados com uso de IA, cada linha de código passa por validação humana especializada. A IA é utilizada como meio de eficiência, nunca como substituição de critérios técnicos ou de proteção de dados.
Esse modelo permite entregar sistemas sob medida, escaláveis e seguros, compatíveis com o momento e o orçamento das PMEs, sem comprometer a segurança digital.
A Lughy entende que segurança não é algo que se adiciona depois. Ela nasce junto com o software, nas decisões arquiteturais e nas práticas do time que o constrói. Por isso, ela combina engenharia sólida, uso responsável de IA e compromisso com proteção de dados para ajudar empresas a crescerem com confiança, segurança e sustentabilidade.
Para pequenas e médias empresas, contar com um parceiro que entende os riscos reais de segurança de software faz toda a diferença entre crescer com estabilidade ou lidar com crises evitáveis. Fale com o time da Lughy e agende uma conversa para saber mais sobre como ela pode ajudar sua empresa a crescer!
